Resumo do Segundo Reinado (1840-1889)
Com o golpe da maioridade, que reduzia de 18 para 15 anos a idade mínima para a coroação do novo Imperador, Pedro II assumiu o governo do Brasil.
Embora tivesse apenas 15 anos, Pedro II possuía uma série de assessores e o chamado “Conselho de Estado”, devemos mencionar também, que nessa época, o Brasil era uma grande fazenda e com uma político-social bastante simples.
Dois partidos se destacaram no governo de Pedro II, Os liberais ou luzias (conhecidos assim por perder uma batalha em um localidade chamada Santa Luzia; uma forma de ironizar o partido) e os conservadores ou saquaremas (conhecidos assim, pois se reuniam em Saquarema). A semelhança política entre os dois partidos era tamanha, que surgiram as frases “Nada mais liberal que um conservador no governo, nada mais conservador do que um liberal na oposição.” e “Liberais e conservadores são farinhas do mesmo saco.”.
Para a formação de um novo ministério, Pedro II demitiu o gabinete liberal e convocou os conservadores. Os liberais, revoltados, realizaram duas revoluções, que foram controladas por Caxias.
Depois das revoltas contidas, Pedro II resolveu formar os “gabinetes de conciliação”, que era formado pelos dois partidos.
Em 1847, Pedro II, para “agradar” a aristocracia rural, que gostava de títulos, então criou o cargo de Presidente dos Ministros, que na realidade, não possuía poder político nenhum, o que fez com que este modelo ficasse conhecido como “Parlamentarismo às avessas”, pois era completamente diferente do parlamentarismo europeu.
Economia no Segundo Reinado
Uma das primeiras providências econômicas tomadas no segundo reinado, foi a entrada em vigor da “Tarifa Alves Branco” em 1844, que modificava radicalmente o antigo tratado de comércio e navegação, que antes estabelecia que os produtos importados vindos da Inglaterra pagassem 15% de taxa de importação, os vindos de Portugal 16% e os de vindos de outros países 24%, o que beneficiava claramente a Inglaterra. Agora, por iniciativa do ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, a política tarifária iria sofrer uma grande mudança: os produtos importados, que não tivessem similares produzidos no Brasil, pagariam 30% de taxa de importação e os que tivessem pagariam 60%.
Em 1845, a Inglaterra pôs em execução o Bill Aberdeen pondo um ponto final no tráfico negreiro. Tal medida não era humanitária, pois quando ingleses encontravam navios negreiros, jogava os negros ao mar. A Inglaterra, durante séculos, lucrou com esta prática, porém a partir do momento em que se industrializou, passou a combater a escravidão, para ampliar seu mercado consumidor.
Em 1850, o Brasil pôs em vigor a Lei Eusébio de Queiroz, oficializando o fim do tráfico negreiro. O que resultou em importantes consequências ao Brasil: o aumento significativo do preço do escravo no mercado interno; o início de uma onda imigratória em nosso país (devido às crises que ocorriam na Península Itálica por conta da unificação) e um surto industrial que ficou conhecido como “Era Mauá” (aproveitou-se do capital que antes era utilizado na compra de escravos. Posteriormente, este capital iria ser investido nas plantações de café, ou seja, o fim da escravidão permitiu a expansão do café). Irineu Evangelista de Souza, barão e posteriormente Visconde de Mauá, é considerado como precursor da industrialização no Brasil, investindo em diversos setores, como estaleiros, bancos, ferrovias, companhias de iluminação a gás, etc. Não obteve pleno êxito devido a concorrência com a Inglaterra, que não estava interessada no progresso econômico do Brasil e a base que sustentava a economia brasileira ainda era mão de obra escrava, dificultando qualquer objetivo maior de industrialização.
O Café.
O Brasil estava atravessando um crise econômica desde o governo de Dom João VI, a qual não foi superada durante o período regencial e nem no primeiro reinado. Porém, durante o segundo reinado, foi possível superar este grave problema graças ao café, que ratificou a vocação econômica do Brasil, a de produzir produtos agrícolas para a exportação.
A produção do café começou no Vale do Paraíba, e aos poucos foi sendo levada para o oeste de São Paulo, região onde a produção cafeeira possuía maiores facilidades, devido ao “solo de terra roxa”. Na medida em que a produção paulista se ampliava, o Porto de Santos superava a importância do Rio de Janeiro. Em função da produção de café, emergiu um grupo social importante os “Barões do Café”.
A Europa e os EUA possuíam muito interesse no café brasileiro, devido ao consumo das chamadas bebidas exóticas (chá, chocolate, café). Com as grandes navegações, essas bebidas foram popularizadas.
São Paulo liderou a produção de café, pois realizava os maiores investimentos. O que resultou na ampliação do Porto de Santos (que o transformou no mais importante do Brasil), investimento no desenvolvimento industrial da região. Não podemos esquecer que a mão de obra italiana foi fundamental para esse processo.
Os imigrantes enfrentaram muitos problemas no Brasil. O processo de parceria (que os trazia ao Brasil) escravizava o trabalhador por dívida, já que por mais que ele trabalhasse, não conseguia pagar o que devia aos armazéns da fazenda, onde todos os produtos eram vendidos por preços absurdos.
Revolução Praieira (1848-1850)
A revolução ocorreu em Pernambuco e foi considerado o último movimento de oposição ao Imperador Pedro II ocorrido no Brasil. Movimento de caráter emancipacionista, apresentando algumas reivindicações extremamente avançadas, como: o voto livre e universal, a liberdade da imprensa e o fim da escravidão.
O nome do movimento faz referência ao local onde o partido liberal tinha sede: a Rua da praia, em Recife, onde também era editado o jornal do partido “Diário Novo”.
O principal documento da revolução foi o “Manifesto ao mundo”, que sofreu inspiração socialista utópica ao defender a garantia de trabalho.
Um dos problemas determinantes para a ocorrência desse movimento, foi o monopólio português sobre o comércio de Pernambuco, o que elevou os preços dos produtos na região.
Este movimento fracassou pois houve uma violenta repressão aos movimentos por parte do governo. Porém, diferente do fim de outros movimentos, os líderes da revolução foram anistiados, demonstrando a boa vontade por parte do Imperador Pedro II.
Com o golpe da maioridade, que reduzia de 18 para 15 anos a idade mínima para a coroação do novo Imperador, Pedro II assumiu o governo do Brasil.
Embora tivesse apenas 15 anos, Pedro II possuía uma série de assessores e o chamado “Conselho de Estado”, devemos mencionar também, que nessa época, o Brasil era uma grande fazenda e com uma político-social bastante simples.
Dois partidos se destacaram no governo de Pedro II, Os liberais ou luzias (conhecidos assim por perder uma batalha em um localidade chamada Santa Luzia; uma forma de ironizar o partido) e os conservadores ou saquaremas (conhecidos assim, pois se reuniam em Saquarema). A semelhança política entre os dois partidos era tamanha, que surgiram as frases “Nada mais liberal que um conservador no governo, nada mais conservador do que um liberal na oposição.” e “Liberais e conservadores são farinhas do mesmo saco.”.
Para a formação de um novo ministério, Pedro II demitiu o gabinete liberal e convocou os conservadores. Os liberais, revoltados, realizaram duas revoluções, que foram controladas por Caxias.
Depois das revoltas contidas, Pedro II resolveu formar os “gabinetes de conciliação”, que era formado pelos dois partidos.
Em 1847, Pedro II, para “agradar” a aristocracia rural, que gostava de títulos, então criou o cargo de Presidente dos Ministros, que na realidade, não possuía poder político nenhum, o que fez com que este modelo ficasse conhecido como “Parlamentarismo às avessas”, pois era completamente diferente do parlamentarismo europeu.
Economia no Segundo Reinado
Uma das primeiras providências econômicas tomadas no segundo reinado, foi a entrada em vigor da “Tarifa Alves Branco” em 1844, que modificava radicalmente o antigo tratado de comércio e navegação, que antes estabelecia que os produtos importados vindos da Inglaterra pagassem 15% de taxa de importação, os vindos de Portugal 16% e os de vindos de outros países 24%, o que beneficiava claramente a Inglaterra. Agora, por iniciativa do ministro da Fazenda Manuel Alves Branco, a política tarifária iria sofrer uma grande mudança: os produtos importados, que não tivessem similares produzidos no Brasil, pagariam 30% de taxa de importação e os que tivessem pagariam 60%.
Em 1845, a Inglaterra pôs em execução o Bill Aberdeen pondo um ponto final no tráfico negreiro. Tal medida não era humanitária, pois quando ingleses encontravam navios negreiros, jogava os negros ao mar. A Inglaterra, durante séculos, lucrou com esta prática, porém a partir do momento em que se industrializou, passou a combater a escravidão, para ampliar seu mercado consumidor.
Em 1850, o Brasil pôs em vigor a Lei Eusébio de Queiroz, oficializando o fim do tráfico negreiro. O que resultou em importantes consequências ao Brasil: o aumento significativo do preço do escravo no mercado interno; o início de uma onda imigratória em nosso país (devido às crises que ocorriam na Península Itálica por conta da unificação) e um surto industrial que ficou conhecido como “Era Mauá” (aproveitou-se do capital que antes era utilizado na compra de escravos. Posteriormente, este capital iria ser investido nas plantações de café, ou seja, o fim da escravidão permitiu a expansão do café). Irineu Evangelista de Souza, barão e posteriormente Visconde de Mauá, é considerado como precursor da industrialização no Brasil, investindo em diversos setores, como estaleiros, bancos, ferrovias, companhias de iluminação a gás, etc. Não obteve pleno êxito devido a concorrência com a Inglaterra, que não estava interessada no progresso econômico do Brasil e a base que sustentava a economia brasileira ainda era mão de obra escrava, dificultando qualquer objetivo maior de industrialização.
O Café.
O Brasil estava atravessando um crise econômica desde o governo de Dom João VI, a qual não foi superada durante o período regencial e nem no primeiro reinado. Porém, durante o segundo reinado, foi possível superar este grave problema graças ao café, que ratificou a vocação econômica do Brasil, a de produzir produtos agrícolas para a exportação.
A produção do café começou no Vale do Paraíba, e aos poucos foi sendo levada para o oeste de São Paulo, região onde a produção cafeeira possuía maiores facilidades, devido ao “solo de terra roxa”. Na medida em que a produção paulista se ampliava, o Porto de Santos superava a importância do Rio de Janeiro. Em função da produção de café, emergiu um grupo social importante os “Barões do Café”.
A Europa e os EUA possuíam muito interesse no café brasileiro, devido ao consumo das chamadas bebidas exóticas (chá, chocolate, café). Com as grandes navegações, essas bebidas foram popularizadas.
São Paulo liderou a produção de café, pois realizava os maiores investimentos. O que resultou na ampliação do Porto de Santos (que o transformou no mais importante do Brasil), investimento no desenvolvimento industrial da região. Não podemos esquecer que a mão de obra italiana foi fundamental para esse processo.
Os imigrantes enfrentaram muitos problemas no Brasil. O processo de parceria (que os trazia ao Brasil) escravizava o trabalhador por dívida, já que por mais que ele trabalhasse, não conseguia pagar o que devia aos armazéns da fazenda, onde todos os produtos eram vendidos por preços absurdos.
Revolução Praieira (1848-1850)
A revolução ocorreu em Pernambuco e foi considerado o último movimento de oposição ao Imperador Pedro II ocorrido no Brasil. Movimento de caráter emancipacionista, apresentando algumas reivindicações extremamente avançadas, como: o voto livre e universal, a liberdade da imprensa e o fim da escravidão.
O nome do movimento faz referência ao local onde o partido liberal tinha sede: a Rua da praia, em Recife, onde também era editado o jornal do partido “Diário Novo”.
O principal documento da revolução foi o “Manifesto ao mundo”, que sofreu inspiração socialista utópica ao defender a garantia de trabalho.
Um dos problemas determinantes para a ocorrência desse movimento, foi o monopólio português sobre o comércio de Pernambuco, o que elevou os preços dos produtos na região.
Este movimento fracassou pois houve uma violenta repressão aos movimentos por parte do governo. Porém, diferente do fim de outros movimentos, os líderes da revolução foram anistiados, demonstrando a boa vontade por parte do Imperador Pedro II.
















